Polipsicologia

Psicologia & Gestão de Pessoas
 

Vínculo Maternal

Isabela Tostes Poli, psicóloga especialista em Terapia Sistêmica Familiar, afirma em entrevista, que o vínculo maternal é fundamental nos primeiros meses de vida.

O vínculo maternal é fundamental nos primeiros meses de vida.

Basta um resultado positivo no exame de sangue ou uma documentação oficial (em caso de adoção) e a vida está transformada. Ser mãe será mais um dos papéis que a mulher vai desempenhar. A relação iniciada com o filho começa, então, a ser construída. Especialistas afirmam que esse convívio é o mais importante na constituição psicológica do ser humano.

Vínculo maternal

Isabela Tostes Poli, psicóloga especialista em Terapia Sistêmica Familiar pelo Instituto de Terapia e Centro de Estudos da Família, afirma que o vínculo maternal é fundamental nos primeiros meses de vida.

“Quando falamos da figura materna não estamos falando da relação da mãe biológica somente, estamos falando da figura de uma pessoa que venha estabelecer um elo positivo, de cumplicidade, de carinho, de atenção e dedicação ao bebê. A importância se resume ao fato de o bebê necessitar do que os pesquisadores chamam de figura de apego, que é aquela figura que irá lhe fazer sentir-se seguro, por meio do contato físico, do tato entre outros, que irá prover à criança as necessidades básicas, tanto psicológicas quanto afetivas e principalmente as básicas”, explica Isabela.

Os 12 meses iniciais de vida

Quem é mãe sabe: há situações estressantes nos primeiros 12 meses de vida do bebê. Como lidar com elas é um desafio para muitas mulheres. Marcela Pavan, psicóloga clínica com atuação no Rio de Janeiro (RJ), comenta que essas situações acontecem principalmente para a mãe de primeira viagem, pois há uma dificuldade em identificar o que é choro de dor, de fome, de sono.

“Leva um tempo para a mãe entender o filho e esse período pode ser muito angustiante. Além disso, existe o processo da amamentação que pode não acontecer da forma idealizada, pode ser um momento de dor e desconforto para as mães, pois muitas não conseguem amamentar e precisam lidar com o fator psicológico da impossibilidade de nutrir seu próprio filho. Todas essas dificuldades são naturais e uma boa estratégia é recorrer a alguém mais experiente e de confiança para auxiliar nesse momento, alguém que já tenha passado por essa experiência na família ou amigos, além de poder contar com um acompanhamento de um bom pediatra”, comenta Marcela.

Limites

A mulher possui diversos papéis sociais e o equilíbrio é fundamental na relação a ser construída com o filho. A atenção aos filhos muitas vezes ocupa tanto espaço que elas acabam se dedicando demasiadamente, o que pode gerar problemas.

“Os riscos de exageros em somente dedicar-se ao filho fazem com que ela abandone outros papéis e futuramente não os consiga resgatar. É de fundamental importância que a autoestima feminina e não somente a autoestima materna esteja bem. A criança necessita muito da ajuda da mãe, mas não é ela que irá suprir a todo o momento as necessidades do bebê. É preciso estabelecer alguns limites para que outros familiares, pais, avós, tios e outras pessoas também tenham sua contribuição no desenvolvimento da criança. Sendo assim, a mãe consegue em determinados momentos resgatar seus outros papéis, além do materno”, orienta Isabela.

De volta ao trabalho

Algumas mães que trabalham fora sofrem quando chega o momento de voltar à vida profissional. Marcela comenta que a dificuldade é recorrente na vida das mães e que o apoio da família é essencial.

“Algumas estratégias podem ajudar, como aproveitar o período da licença maternidade para encontrar uma boa babá e explicar como gostaria que ela cuidasse do seu filho, tentar negociar um horário mais flexível no início do retorno ao trabalho, poder contar com a ajuda do pai ou da família nesse momento. São ações que podem dar certo conforto e ajudar as mães a lidarem com esse momento”, diz a psicóloga clínica.

Isabela sugere que a mãe viva intensamente os momentos que separou para estar somente com o seu bebê. Para ela, um erro comum é sofrer antecipadamente pelo retorno ao trabalho e, assim, não aproveitar ou pouco desfrutar dos momentos que estão juntos.

“O retorno ao trabalho, se possível, é mais bem feito quando a mãe consegue estruturar com quem seu bebê ficará. O sentido de segurança, de confiança deve estar presente”, diz.

Fonte: http://www.previ.com.br/portal/page?_pageid=57,2420571&_dad=portal&_schema=PORTAL

Voltar

Rua Recife, 183, (Clínica Conceptus) Cabral. CEP 82.510-020 - Curitiba/PR - Fone (41) 9615-9335 - isabela@polipsicologia.com.br
Desenvolvedor: In Company